"Lembre-se que a diferença entre chefe e líder;
o chefe diz "vai!"
e o líder diz "vamos!""
terça-feira, 7 de maio de 2013
terça-feira, 30 de abril de 2013
Será uma boa estratégia para uma empresa deixar os trabalhadores serem eles próprios?
"Quando as empresas tentam acomodar diferenças, confinam-se demasiadas vezes à diversidade tradicional – género, raça, idade, etnia, etc. Estes esforços são louváveis, mas os executivos que entrevistámos procuravam algo mais subtil: diferenças de perspetiva, hábitos mentais e assunções fundamentais.
O vice-reitor de uma das universidades mais importantes do mundo, por exemplo, costumava passear pelo campus à noite, para localizar os melhores investigadores. Sendo físico, esperava encontrá-los nos laboratórios. Para sua grande surpresa, encontrou-os em toda a espécie de disciplinas académicas: História Antiga, Teatro, ou no Departamento de Espanhol.
A organização ideal está consciente das correntes dominantes na sua cultura, dos hábitos de trabalho, código de vestuário, tradições e assunções mais importantes mas, tal como o reitor, faz esforços explícitos para as transcender. Estamos a falar não só da empresa de serviços financeiros conservadora que aceita os indivíduos da IT em calções e sandálias, mas também da organização moderna que não olha de esguelha alguém que use fato. Ou daquele lugar de trabalho onde quase toda a gente cumpre horários esquisitos mas que acomoda uma ou duas pessoas que preferem trabalhar das nove às cinco.
Por exemplo, na LVMH, a maior empresa mundial de produtos de luxo (que está em rápido crescimento), esperaríamos encontrar inovadores brilhantes e criativos, como Marc Jacobs e Phoebe Philo. E encontramos. Mas ao lado deles, vemos também uma proporção mais elevada do que seria de esperar de executivos e especialistas que supervisionam e avaliam ideias com uma concentração comercial analítica. Um dos ingredientes do sucesso da LVMH é ter uma cultura onde tipos opostos podem florescer e trabalhar cooperativamente. Uma seleção cuidadosa faz parte do segredo: a LVMH procura criativos que querem que os seus desenhos sejam comercializáveis e que, por sua vez, tenham mais probabilidade de apreciar supervisores capazes de detetar potencial comercial."
quinta-feira, 18 de abril de 2013
Perfil de um Gestor de Recursos Humanos
Este vídeo que apresentamos, representa de uma forma sucinta qual é o perfil de que um gestor de recursos humanos deve possuir. Esse perfil contém basicamente as seguintes características:
• Ter visão sistémica;
• Trabalhar em equipa;
• Ser sociável e ter boa capacidade de comunicação;
• Ter capacidade de estratégia e planeamento;
• Ser um empreendedor;
• Ser adaptável no mercado de trabalho;
• Ter flexibilidade e rapidez de pensamentos;
• Ser humilde e humano;
• Ser culto;
• Ter espirito criativo;
• Ser uma pessoa capaz de liderar;
• Ter iniciativa e saber correr riscos.
"http://www.youtube.com/watch?v=g35e9Ctfnk8"
terça-feira, 16 de abril de 2013
4 perguntas a Armando Jorge Carvalho, presidente da Univ. Portucalense
1. As universidades ajudam a superar a crise económica? 2. Os cortes orçamentais afetam a qualidade do ensino nas universidades? 3.Como incentivar alunos numa altura em que o desemprego impera? 4.Corremos o risco de perder recursos humanos importantes com a "fuga de cérebros" para o estrangeiro?

1.As universidades fazem parte do universo da economia. Precisamos de técnicos com qualidade suficiente para que o país possa ter uma forma diferente de encarar o futuro. Temos de fazer uma introspeção para perceber o porquê de estarmos nesta situação económica. É preciso haver uma reestruturação de mentalidades, mas isso pode levar anos.
2.Aquilo que é necessário é uma gestão rigorosa dos meios. As universidades precisam de se dedicar mais à colaboração do que à concorrência e, em vez de andarem de costas voltadas, maximizar as suas potencialidades.
3.Reforçando a responsabilidade social para com os alunos. Tentamos estabelecer o diálogo e um intercâmbio forte com as empresas de forma a amenizar a situação de desemprego que afeta o país.
4.Não vejo assim. O desafio é preparar técnicos e gestores para que, em qualquer parte do Mundo, eles possam mostrar as suas qualidades. Em Portugal temos a tendência do fado e o fado é bom num determinado momento, mas não no aspeto dos coitadinhos e do choro. Devemos potenciar a nossa mais-valia.
"http://www.jn.pt/PaginaInicial/Economia/interior.aspx?content_id=2952285"

1.As universidades fazem parte do universo da economia. Precisamos de técnicos com qualidade suficiente para que o país possa ter uma forma diferente de encarar o futuro. Temos de fazer uma introspeção para perceber o porquê de estarmos nesta situação económica. É preciso haver uma reestruturação de mentalidades, mas isso pode levar anos.
2.Aquilo que é necessário é uma gestão rigorosa dos meios. As universidades precisam de se dedicar mais à colaboração do que à concorrência e, em vez de andarem de costas voltadas, maximizar as suas potencialidades.
3.Reforçando a responsabilidade social para com os alunos. Tentamos estabelecer o diálogo e um intercâmbio forte com as empresas de forma a amenizar a situação de desemprego que afeta o país.
4.Não vejo assim. O desafio é preparar técnicos e gestores para que, em qualquer parte do Mundo, eles possam mostrar as suas qualidades. Em Portugal temos a tendência do fado e o fado é bom num determinado momento, mas não no aspeto dos coitadinhos e do choro. Devemos potenciar a nossa mais-valia.
"http://www.jn.pt/PaginaInicial/Economia/interior.aspx?content_id=2952285"
terça-feira, 9 de abril de 2013
PGR acha "razoável" serem juízes a irem até às populações
A Procuradora-geral da República (PGR) considerou hoje "razoável" que, em algumas situações em que "não haja transporte adequado" para as pessoas se deslocarem ao tribunal, sejam os magistrados a deslocarem-se, cabendo aos tribunais assumir esses custos.
Aprofundando a ideia anteriormente defendida que esta reforma irá exigir recursos, informáticos, recursos humanos e perícias, entre outros, Joana Marques Vidal mostrou-se particularmente preocupada com o atual défice de funcionários do MP, situação que, disse, tem-se agravado com as aposentações e não susbstituição desses efetivos.
"O atual quadro é deficiente e preocupante", enfatizou a PGR, sublinhando que já comunicou o problema à ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz.
Quanto aos funcionários do MP disponíveis nos tribunais, Joana Marques Vidal defendeu a necessidade de investir na "formação específica" destes profissionais.
Relativamente aos recursos informáticos que a reforma judiciária irá exigir, a PGR frisou que a informatização dos tribunais é fundamental para a "reorganização processual" que daí vai resultar e classificou a informatização plena do sistema judiciário como o "maior desafio" que se coloca ao Ministério da Justiça.
A questão das perícias foi outro dos assuntos a merecer a preocupação da PGR, na medida em que estas são "absolutamente essenciais" para que o Ministério Público possa "prestar contas no âmbito da investigação criminal".
O problema da constitucionalidade ou não do Tribunal Central de Instrução Criminal e a necessidade de haver uma "gestão tripartida" nas novas Comarcas Judiciais foram outros temas abordados por Joana Marques Vidal, que se comprometeu a enviar um documento ao parlamento com as diversas sugestões.
"http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=3155264&page=-1"
CEPSA dispensa 30 trabalhadores em Portugal
A CEPSA vai avançar com um plano de reestruturação em Portugal que prevê a dispensa de 30 colaboradores devido à diminuição do consumo e a "uma concorrência muito agressiva", confirmou hoje à Lusa a petrolífera espanhola.
A CEPSA, que tem cerca de 250 postos de abastecimento em Portugal, explicou que "perante as contingências fortemente restritivas do mercado, esta decisão visa assegurar a continuidade da atividade da CEPSA no país".
"A reestruturação da operação em Portugal destina-se a criar e potenciar sinergias de negócio no seio do grupo, através da unificação de algumas áreas de atividade das empresas do grupo em Portugal, como sejam a área dos recursos humanos, a área financeira, a área das operações e a área comercial", acrescentou no esclarecimento.
O consumo de gasóleo e de gasolina registou uma queda de 9% em Portugal, no último ano, em relação ao período homólogo, de acordo com a Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas (Apetro).
De acordo com os responsáveis da CEPSA, "a redução de colaboradores foi sempre considerada como último cenário", mas, "tendo em conta o mercado, que se encontra em retração, (...) a continuidade da atividade obriga a aumentar substancialmente a produtividade e a competitividade no curto prazo".
"http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=3073488"
terça-feira, 26 de março de 2013
Governo da Madeira repudia exclusão de apoio no transporte aéreo aos atletas e clubes do arquipélago
O Governo Regional da Madeira repudiou hoje o despacho normativo do Executivo central que exclui o apoio no transporte aéreo aos atletas e clubes da região, considerando "inadmissível" e "ilegal" a recusa do Estado em assumir esta despesa.
"O Governo da República, através de despacho normativo recentemente publicado em Diário da República, anunciou a comparticipação por parte do Estado Português nos encargos com as deslocações, por via aérea, entre o território continental e as regiões autónomas, para as equipas desportivas de clubes do continente que participam em campeonatos nacionais e Taças de Portugal, excluindo deste apoio os atletas e clubes madeirenses", lê-se num comunicado emitido pela Secretaria Regional da Educação e Recursos Humanos.
No documento, o executivo insular, presidido pelo social-democrata Alberto João Jardim, sustenta que a decisão priva, "de forma discriminatória e injusta, o apoio aos praticantes desportivos oriundos das regiões autónomas", acusando o Estado de "violar o princípio da continuidade territorial".
Este texto da agência Lusa foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.
http://www.jn.pt/paginainicial/interior.aspx?content_id=2989222
terça-feira, 12 de março de 2013
"Portugal e Moçambique identificam investigação e formação como áreas de cooperação na agricultura"
Os ministros da Agricultura de Portugal e de Moçambique defenderam hoje, em Maputo, que a investigação e a formação de recursos humanos são áreas com potencial para a cooperação bilateral no setor.
"A investigação será área de consolidação e expansão", na cooperação entre os dois países, disse o ministro moçambicano da Agricultura, José Pacheco, após um encontro com a sua homóloga portuguesa, Assunção Cristas.
A formação de recursos humanos, "para aumentar a produtividade", e a irrigação, "onde a experiência portuguesa pode ser muito útil", foram outras áreas destacadas pelo ministro, e retomadas por Assunção Cristas, em declarações aos jornalistas, no final do encontro.
"Podemos partilhar muitas competências e experiências", disse a ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, que expressou o desejo de ver "mais projetos portugueses com parceiros moçambicanos em vários pontos do país".
Atualmente, há 21 projetos portugueses no setor agrícola em Moçambique, num total de 600 milhões de dólares (cerca de 470 milhões de euros), dos quais o mais importante, em termos financeiros, é o investimento florestal da Portucel.
Os dois ministros destacaram a possibilidade de partilha de frutas específicas de cada país, como a pera portuguesa e a banana moçambicana, esta, elogiada por ambos, como uma "banana que fala português".
Assunção Cristas termina hoje uma visita de três dias a Moçambique, durante a qual participou no Fórum Agroalimentar, organizado pela Associação Industrial Portuguesa, que decorreu em Maputo e na Beira, e manteve encontros com responsáveis do governo moçambicano e com empresários portugueses no país
http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=633675&tm=8&layout=121&visual=49
domingo, 10 de março de 2013
"Bom professor em terra de bons alunos"
"Grandes males obrigam a grandes remédios. Uma máxima que as empresas de serviços de Recursos Humanos (RH) estão a aplicar para transformar uma ameaça em oportunidade de negócio.
Com o desemprego em níveis nunca vistos, o setor teve de criar novas soluções para segurar os resultados. A Randstad é um dos três principais players mundiais da área de RH e só em Portugal faz uma gestão (em média) de 30 mil trabalhadores temporários. Mas há outras propostas para contornar a crise.
Sabe de quantos colaboradores precisa?
A questão pode parecer descabida mas se por estes dias decidisse abrir uma fábrica ou implantar uma rede de retalho seria fundamental ter a noção exata do número de colaboradores que necessita para evitar custos salariais exagerados. Este aspeto é ainda mais pertinente para negócios com variações sazonais onde o segredo é ter nos quadros os elementos indispensáveis para assegurar o ponto mínimo de atividade e recorrer a trabalho temporário nos picos de laboração. A Randstad presta um serviço de planeamento do género - o Recruitment Process Outsourcing - e a casa mãe investiu recentemente 800 milhões de dólares na aquisição de uma empresa norte-americana especializada neste serviço. Um aspeto a ter em conta é a necessidade de desenvolver um plano de negócios bem estruturado para que esta solução possa funcionar no alocamento das necessidades previstas de recursos humanos.
Exportar trabalho através do Cross Border
A decisão pode não agradar à maioria dos portugueses mas com uma taxa de desemprego (estatístico) a tocar os 16%, a opção de emigrar afigura-se como a única alternativa para alguns dos nossos compatriotas. A oferta de trabalho em Portugal supera largamente a procura e a dimensão internacional da Randstad é uma vantagem para a multinacional. As várias filiais estão a fazer partilha de currículos entre si num modelo chamado Cross Border. Se os colegas de um país têm um cliente que pretende determinado perfil de colaboradores que de momento escasseiam nesse território, pesquisam CV de filiais no estrangeiro e enviam propostas para esse país na tentativa de contratarem os profissionais pretendidos. Não acabará, a mão de obra portuguesa, a ganhar um lugar de destaque nas exportações nacionais?Âncoras
O bom professor português
Temos fama de 'bom aluno' na Europa mas haverá casos em que conseguimos dar lições a outros países. Que o digam as filiais da Randstad pelo Mundo fora. A produtividade da empresa em Portugal é um exemplo: tem os custos mais baixos em percentagem de vendas. Os níveis de produtividade que consegue também poderiam ser um benchmark para o IEFP.
Um exemplo para filiais em todo o mundo
A economia portuguesa está estagnada há 10 anos mas só em 2009 é que a Randstad Portugal registou um recuo de 3% nos resultados. No mesmo ano, os concorrentes recuaram 25%. O desempenho exemplar explica-se pelos mecanismos de motivação e incentivos aos colaboradores. As margens de lucro baixas que se obtêm no país obrigam a equacionar uma estrutura de custos muito reduzidos. Um bom exemplo encontra-se na sede da empresa em Lisboa, onde uma secretária trabalha para vários diretores. Há operações feitas em Portugal que depois são rentabilizadas no Brasil com diluição de custos pelas duas filiais.
Boas práticas para o setor público?
Outra comparação interessante pode ser feita entre o desempenho da filial portuguesa e o de organismos públicos ligados ao mesmo setor de atividade. A Randstad tem 48 delegações onde colaboram 360 funcionários face aos 86 centros de emprego do IEFP que operam com mais de 3000. O orçamento anual da empresa é de 23 milhões de euros enquanto o do IEFP ultrapassa os 200 milhões. No final, ambos colocam anualmente um número idêntico de pessoas no mercado de trabalho, ou seja, uma produtividade 10 vezes superior à do organismo público."
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Economia/interior.aspx?content_id=2952333&page=-1
"A empresa mais feliz do país"
"Em ano de crise, vão ter aumentos. Têm cadeira de massagens, máquina para tirar imperiais e manicure no local de trabalho. São colaboradores de uma empresa nacional que está entre as melhores para trabalhar. E adoram.
«Se não gosta de festas até pode trabalhar cá, mas nunca vai chegar a partner». António Henriques, fundador e CEO do Grupo CH, solta uma gargalhada, mas está a falar muito a sério. Na empresa de consultoria que se orgulha de ser «a mais feliz do mundo», todos os anos há festa de Natal, summer party na praia, festejos de Santo António e São João e a boa disposição é critério de recrutamento.
O grupo nacional, que tem sede em Coimbra e 75 trabalhadores espalhados por delegações também no Porto e Lisboa, acredita que a chave do sucesso está em quem lá trabalha. E faz tudo para manter um sorriso nos seus funcionários: Tem uma cadeira de massagens num terraço, que foi baptizado como ‘Beer Deck’, por ter uma zona lounge e uma máquina para tirar imperiais. Uma vez por semana temmanicure ao serviço de quem lá trabalha, máquina para engraxar sapatos e até um fraldário.
«Como consultora, somos uma empresa de serviços. O nosso produto é quem cá trabalha, por isso, vemos estes gastos como um investimento», garante António Henriques, que não tenciona deixar de investir por causa da crise. Nesta empresa não há cortes. «Vamos até aumentar alguns dos nossos colaboradores», diz, explicando que vai criar um grupo de trabalho interno «para analisar o Orçamento de Estado e propor uma optimização fiscal, que permita às pessoas alternativas para serem menos afectadas pelas medidas de austeridade». Na CH, a palavra de ordem, espalhada até em posters nas casas-de-banho, é ‘destroika’ e a filosofia é não baixar os braços perante a crise.
A atitude já lhes valeu 17 prémios em 15 anos de vida. Foram premiados pela inovação, mas acima de tudo por serem uma das melhores empresas para trabalhar em Portugal. E o CEO garante que não é por darem estes mimos aos trabalhadores que pagam pior. «Temos ordenados ao nível do que se pratica noutras empresas. Às vezes melhores. Se queremos ser os melhores, temos de ter os melhores». Este ano, por exemplo, a empresa decidiu criar um incentivo comercial a quem conseguisse angariar clientes. «O prémio mais alto que demos foi de 15 mil euros», conta António Henriques.
A gestora de projectos Raquel Ribeiro também vai ganhar este ano um extra, mas nem sequer é por trabalhar mais. «Sempre que alguém se casa, recebe 500 euros», conta divertida, explicando que, como o noivo também é da CH Consulting, o valor é a dobrar. «Só falta ter um filho, para recebermos mais um prémio de 250 euros. Temos de pensar nisso», atira entre risos, explicando que nunca antes tinha trabalhado noutro local igual. «Tenho 38 anos e já tinha estado noutras empresas, mas nem se compara. Aqui somos mesmo amigos uns dos outros».
O espírito descontraído e familiar é bem visível. Na cozinha da sede do Grupo CH, em Coimbra, não é estranho que às cinco da tarde haja folhadinhos de salsicha no forno. «Duas funcionárias fizeram anos no fim-de-semana e vão dar um lanche», conta a directora de comunicação Filipa Prenda, enquanto na mesa se assam chouriços. «Não vou dizer que isto acontece todos os dias, mas há festas quase todas as semanas». Se o motivo não são aniversários, são negócios que se fecham ou projectos que se concluem. «Trabalhamos muito e esta é uma forma de descontrair».
Engana-se, aliás, quem pensa que não se trabalha na CH só porque há colchões e velas na sala de reuniões onde também há massagens de reiki. «O ritmo é intenso. A diferença é que estamos muito motivados para trabalhar», afirma Carolina Leite, a licenciada em Psicologia que, em três anos passou de estagiária a directora da área de Responsabilidade Social. «O departamento nem existia, mas foi criado depois de uma proposta minha». Carolina aproveitou o mote do ‘chefe por um dia’ – o momento do mês em que cada um faz as suas propostas – e foi bem sucedida. «Investi uma hora a preparar algumas ideias. Compensou».
Quando há uma boa sugestão, António Henriques não hesita. «Fazemos uma gestão ao segundo. Ou há um ‘não’ ou há um ‘já’». Foi assim com a proposta de compra de um fraldário – já que numa empresa onde a média de idades é de 35 anos e 54 dos 75 trabalhadores são mulheres, só este ano houve sete grávidas. «Muitas das mães vêm cá visitar-nos mesmo durante a licença. Um dia pediram um fraldário, no dia seguinte estava cá».
A comunicação interna também é uma constante. Todos os dias, há uma edição do IN CH News. «Devemos ser a única empresa do mundo com um jornal diário», brinca o administrador. Com uma versão online e outra em papel, o jornal tem os colaboradores como protagonistas e serve para comunicar todas as novidades. «Quando fazemos uma reunião, o que sai de lá vai para o jornal. Na altura em que começámos com o prgrama de reorganização interna, chegámos a ter uma edição matutina e outra vespertina e a sair ao sábado e ao domingo». Mas o diário tem também espaço para anúncios tão simples como o nascimento de um bebé ou o facto de um colaborador ter trazido para a sala de refeições «maçãs do quintal ou marmelada feita em casa». No dia em que SOL esteve na CH, a presença dos repórteres foi manchete.
Uma das empresas do grupo, a Monstros&Companhia, é especializada em Comunicação, por isso, criatividade não falta. A prova são as campanhas desenvolvidas para promover os prémios para os quais a CH está nomeada. Neste momento, são dois: o prémio Human Resources Portugal, que será entregue a 13 de Novembro, e o prémio Exame/Accenture, cujo vencedor só será conhecido em Janeiro. Num caso e noutro, os trabalhadores são as caras e as mentes criativas dos cartazes que estão espalhados pelos corredores da sede do Grupo e que garantem que esta «é a melhor empresa do mundo».
Mas os prémios não vêm só de fora. Todos os anos, há um jantar de Natal, onde são entregues os ‘monstros’, uns peluches azuis que são recebidos como se de um Óscar se tratasse. «Já recebi o monstro Revelação do Ano, o monstro dos Sete Ofícios e o monstro de Mãe do Ano», conta Catarina Carvalho que, em 2007 trocou uma grande sociedade de advogados em Lisboa pelo Grupo CH em Coimbra. «Queria voltar para a minha cidade, por isso candidatei-me como secretária de direcção. Hoje, sou assessora jurídica». À semelhança de 66% dos colaboradores do Grupo, Catarina tem flexibilidade de horários e reconhece que, como mãe, isso é uma vantagem. «Ontem, até trouxe a minha filha para aqui à tarde, depois de uma consulta porque não tinha onde a deixar».
Quando está em processo de recrutamento, António Henriques começa por olhar para as fotografias que acompanham os currículos. «Gente com ar mal encarado nem chega à entrevista, por muito bom que seja o currículo. Recrutamos mais por atitudes do que porque competências, porque normalmente são pessoas muito jovens, que se formam aqui connosco». A excepção só aconteceu uma vez. «Já tinha visto aquele currículo nem sei quantas vezes. Era mesmo bom, mas a foto era uma desgraça». Depois de muita hesitação, chamou o candidato para uma entrevista. «Assim que entrou, irradiava energia e simpatia. Contratei-o e disse-lhe para mudar a foto do CV».
Na empresa, 95% têm licenciaturas ou mestrados, mas as áreas de formação são das mais variadas, até porque o grupo – constituído por cinco empresas – presta serviços que vão da consultoria de gestão e recursos humanos, à formação, comunicação, design e branding. O estagiário Rúben Grilo é um bom exemplo: ao contrário dos colegas que tentaram a sorte no concurso de professores, o licenciado em Ciências da Educação está a trabalhar na formação para adultos dada pela CH. «Era o tema da minha tese. E é uma área que me interessa muito. Gostava mesmo de ficar cá a trabalhar».
Só no ano passado foram mais de três mil os currículos que António recebeu. E acredita que este ano serão muitos mais, mas avisa que para entrar no Grupo CH há «uma lista de 70 coisas» que se tem de saber. Todas elas estão num livrinho que é entregue a cada nova contratação e que explica o que a empresa dá e o que espera. Entre os «pecados capitais» elencados está a mentira. «Só houve um despedimento no processo de reestrutração da empresa: foi o de uma pessoa que andou a dizer no jantar de Natal que a reorganização ia servir para despedir pessoas. Era mentira».
O folheto avisa os recém-contratados de que haverá «projectos simultâneos», «ansiedade» e «pressão». Mas sublinha o clima de «respeito» e «abertura».
Para medir o pulso a quem trabalha na CH, a administração está a fazer um barómetro da felicidade. O questionário é completo e, em cada item, tem um espaço para preencher com sugestões de mudanças. «Em quase 80 pessoas, só quatro decidiram participar de forma anónima. Sabem que tenho sempre a porta aberta para os ouvir», frisa António Henriques."
http://sol.sapo.pt/inicio/Vida/Interior.aspx?content_id=62229
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
Gestão Humana 1 - Quem somos?
Somos um grupo de estudantes universitários da UTAD (Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro), do curso de Gestão.
O nosso grupo é constituído por cinco elementos:
-Bárbara Moreira, nº50765
-Elisabete Rio, nº52230
-Emanuel Gonçalves, nº51545
-José Ribeiro, nº52007
-Marta Dias, nº 52084
O nosso grupo é constituído por cinco elementos:
-Bárbara Moreira, nº50765
-Elisabete Rio, nº52230
-Emanuel Gonçalves, nº51545
-José Ribeiro, nº52007
-Marta Dias, nº 52084
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